sábado, 12 de julho de 2014

PELÉ

FICHA COMPLETA

Nome: Edson Arantes do Nascimento
Data de nascimento: 23/10/1940
Cidade: Três Corações
Estado: Minas Gerais
País: Brasil
Posição: Meia-atacante
Clubes que Jogou: Santos (1956 a 1974), Cosmos-EUA (1975 a 1977);
Jogos pela Seleção: 92
Gols pela Seleção: 77
Total de gols marcados: 1.281




Títulos:
Copa do Mundo: 1958 - 1962 e 1970;
Campeonato Paulista: 1958 - 1960 - 1961 - 1962 - 1964 - 1965 - 1967 - 1968 - 1969 e 1973;
Taça Brasil: 1961 - 1962 - 1963 - 1964 e 1965;
Taça Roberto Gomes Pedrosa: 1968;
Torneio Rio-São Paulo: 1959 - 1963 e 1964;
Taça Libertadores da América: 1962 e 1963;
Mundia Interclubes: 1962 e 1963;
Campeonato Norte americano: 1977;

Alguém tem alguma dúvida?

E há quem diga que Pelé não foi o maior de todos. O Problema é encontrar um argumento razoável.  
"Por André Fontenelle"

De vez em quando aparece alguém para dizer que algum outro jogador foi melhor que Pelé. Na Argentina, há até dois candidatos ao posto: Maradona e Di Stefano (sem falar dos portenhos mais velhos, para quem josé Manuel Moreno, ídolo do River nos anos 40, foi ainda melhor que os dois). Cruyff e Garrincha tambémsão citados aqui e ali. Os argumentos para justificar a escolha costumam ser os mesmos, todos fáceis de desmontar.
1 - Pelé jogou numa época em que havia maisliberdade em campo. É só perguntar a qualquer jogador daquela época se havia ou não botinada na época de Pelé. Ainda mais contra um jogador como ele, que precisa aprender a se defender dos marcadores. Fraturas eram muito mais comuns nos anos 60 e lesões gracves eram muito mais difíceis de curar. Pelé sobreviveu a tudo isso. E o mais engraçado: o Rei estreou na mesa de cirurgia em 1999, aos 58 anos, por conta de um problema no joelho direito.
2 - Pelé ganhou três Copas do Mundo num timerepleto de craques. Assim é fácil. Maradona ganhou sua Copa num time de "joões-ninguém". Logo, Maradona é melhor. O argumento usado contra Pelé joga, na verdade, a favor dele, rei numa geração de gênios (foi contemporâneo de Puskas, Di Stefano, Cruyff, Garrincha...). Quem eram os rivais de Maradona?
3 - Pelá não jogou em clubes europeus; logo, seu futebol nunca pôde ser testado no Velho Mundo. "Pele teria fracassado na Europa", disse Maradona em uma entrevista em uma televisão italiana em 1997. Volta e meia, algum jornalista europeu, que poucas vezes ou nunca viu Pelé jogar, pôe Cruyff ou Di Stefano à frente em Rankingsde todos os tempos. Mas Pelé jogou mais de cem partidas na Europa ao longo de sua carreira, marcando quase um gol por jogo, mesmo em meio às cansativas excursões do Santos e da Seleção Brasileira. Ganhou uma Copa do Mundo na Europa (1958, na Suécia), feito único, aliás, para equipes sul-americanas. Aliás, quem disse que o futebol europeu era superior ao brasileiro naquela época?
4 - Maradona era mais habilidoso. Di Stefano era mais completo. Com a palavra, Maradona. "Posso ter sido pior que Pelé. Mas Di Stefano foi melhor", disse o Pibe na já citada entrevista à RAI. Com a palavra, Di Stefano. "O melhor jogador que eu vi na minha vida foi Pedernera." O técnico espanhol Heleno Herrera usava o seguinte argumento: "Di Stefano foi muito melhor que Pelé. Era a âncora na defesa, o criador no meio-campo e o mais perigoso atacante." Quem viu Pelé armando o jogo e atacando na Copa de 70, apenas para citar o momento mais marcante da carreira dele, sabe a verdade. E até no gol o Rei foi perfeito: jogou três vezes com a camisa 1, do Santos e não levou gol em nenhuma. A discurssão é interminável e tem um outro aspecto que não deve ser descartado. Destruir ícones, remar contra a maré da sempre mais ibope. A polêmica é inebriante, irresistível para muita gente. E Pelé não foi o melhor em todos os quesitos. Maradona podia driblar mais, Cruyff, provavelmente, foi insuperável na categoria inteligência tática. E ai que entra a principal qualidade do Rei: a versatilidade. É duro acreditar que alguém tenha subido tanto quanto ele naquele primeiro gol na final contra a Itália em 1970. Parece mentira também que o homen que encantou o mundo com um drible de corpo contra o Uruguai (que não deu em nada) já tivesse marcado anos antes um gol igualzinho. Às vezes um monstro do drible, em outras, um veloz atacante. Se fosse o caso, fazia de canela, como se fosse um perna-de-pau. Pelé fazia de tudo. Mais talvez os adversários do Reitenham razão. Pelé não foi o maior jogador de todos os tempos: foi outra coisa, porque a lista de tudo que fez o põe em uma categoria à parte, acima de tudo. Os mortais que discutam entre si.

ALMANAQUE

Assim nasceu o soco

O jogo era contra o Juventus-SP, na Rua Javari. Partida dura, o Santos não conseguiu romper a muralha que os adversários ergueram perto da área. A torcida do Juventus aproveitava para tripudiar do rei. Vaiavam quando ele pegava na bola. Foi quando Pelé fez, segunda a própria avaliação, o gol mais lindo de sua carreira. Pelé conseguiu uma sequência de quatro chapéus sem deixar a bola cair. O goleiro foi o último a ser" Chapelado". O craque não esquece da cena. "Quando fiz o gol, parti para cima da torcida. Fui xingando os caras dizendo 'Seus f.d.p!. Assim nasceu o soco.

Fonte: Edição especial PLACAR, Novembro de 1999

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