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| DEJALMA DOS SANTOS |
Cresceu encorpado, com 1,73 metros e 73 kg. Começou na Portuguesa em 1948. Mais tarde virou "Santos" e acrescentou o "Djalma" para não ser confundido com Nílton Santos. Tentou ser volante, mais se acertou com a camisa 2. Foi o segundo homem que mais jogou pela Portuguesa (434 vezes). Era conhecido como "O Homem de Aço". Aos 25 anos, estava na Copa da Suíça de 1954. Em 1958 foi para Suécia como reserva de De Sordi, que se machucou. Entrou como titular na final contra a Suécia e anulou o atacante Skoglund. Um único jogo e foi escolhido lateral direito da Copa.
Em 1959, foi para o Parque Antártica, onde vivera seus anos de glória em 498 partidas. Fez parte da primeira Academia. Ganhou uma penca de títulos. Em 1962 já tinha 33 anos, mais entrou em todos os jogos como titular na Copa do Chile. Em 1963 foi o único brasileiro a ser convocado para uma seleção da Fifa, que reuniu os melhores do mundo, como Yashin, Di Stéfano, Puskas e Eusébio. E ainda seguiu 10 1966 para a Copa da Inglaterra. Aposentou-se em 1971 no Atlético-PR, com 42 anos.
A performance de Djalma Santos na Seleção é impressionante. Jogou 111 vezes com a amarelinha em 16 anos (1952 - 1968). Venceu 79 partidas. Tinha uma poderosa cobrança de lateral. Colocava a bola com os braços no meio da área adversária. "Djalma Santos põe, no seu arremesso lateral, toda a paixão de um Cristo Negro", definiu Nelson Rodrigues.
Jogou 1.075 partidas em toda a carreira sem ter sido expulso uma única vez. Foi várias vezes eleito o maior lateral direito da história. Duas vezes só pela PLACAR (1981 e 1999). Ganhou a mesma homenagem da Fifa em 1997. Segundo Tostão, ele "se destacou quando os laterais só marcavam".
"Futebol para ele era um teatro", disse César Maluco.
Em 1983 mudou-se para Uberaba (MG). Vivia de aposentadoria. No dia 30 de junho de 2013, aos 84 anos, Djalma Santos passou mal com a emoção da conquista da Copa das Confederação pelo Brasil. Ficou internado 22 dias com quadro de pneumonia grave. Logo estava na UTI, onde ficaria atá morrer, no dia 23 de julho. Deixou uma filha, Laura. Até os gigantes um dia partem.
Por Dagomir Marquezi - Revista Placar - Edição: 1.383 - Outubro de 2013

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