![]() |
| GYLMAR DOS SANTOS NEVES |
Começou mal no Parque São Jorge. Foi considerado o responsável por uma derrota por 7 x 3 para a Portuguesa.Ameaçado de banimento, foi para o banco, De onde se levantou para se tornar ídolo absoluto do Timão. Tinha, seguro a PLACAR, "ótima colocação, agilidade, coragem, segurança e, acima de tudo, tranquilidade".
De 1951 a 1961, jogou 395 vezes com a camisa alvinegra. Nesse período ganhou três vezes o Paulista (1951, 1952 e 1954) e duas vezes o Rio-São Paulo (1953 e 1954). É considerado o melhor goleiro da história do Corinthians.
Em 196, Gilmar não se entendeu com o presidente Wadih Helou. E foi para o lugar certo na hora certa: a Vila Belmiro de Pelé. Lá chegou a um patamar de conquistas impossível de ser ultrapassado: Libertadores e Mundial (1962 e 1963), Robertão (1968), Paulista (962, 1964, 1965, 1967 e 1968), Taça Brasil (1961, 1962, 1963, 1964 e 1965) e Rio-São Paulo (1963, 1964 e 1966).
Gilmar foi um supercampeão de três times: Corinthians, Santos e Seleção. Jogou por 13 anos pela canarinho, onde suas conquistas não são menos impressionantes. Estreou em 1º de março de 1953, em um 8 x 1 sobre a Bolívia. Foram 104 jogos, 73 vitórias, 15 empates, 16 derrotas. Ganhou duas Copas do Mundo (1958 e 1962). Aposentou-se em 1969, em uma vitória por 2 x 1 sobre a Inglaterra. Ganhou pelo menos uma vez todos os campeonatos que disputou. Virou dono de uma grande revendedora de carros na zona leste de São Paulo. Quando podia, caminhava no Parque Ibirapuera.
Em 200, teve um AVC que paralisou 40% do corpo no seu lado direito. Permaneceu lúcido, mas não conseguia andar e falava com dificuldade. No dia 20 de agosto de 2013, Gilmar teve um enfarte. Passou seu 83º aniversário hospitalizado no Sírio-Libanês. Uma infecção urinária complicou sua situação. No domingo seguinte, 25 de agosto, o coração duplamente alvinegro não resistiu.
O domingo teve um toque sobrenatural. Dizem as lendas repetidas por radialistas veteranos que, nas quartas de final da Copa de 1958, contra o País de Gales, Gilmar subiu ao campo com De Sordi e disso que aquela seria uma partida fundamental. E que ele morreria pela seleção se fosse necessário. Ao que De Sordi respondeu: "Então morreremos juntos". Ganharam naquele 19 de junho de 1958 por 1 x 0. E morreram no mesmo domingo, 20.156 dias depois.
Por: Dagomir Marquezi - Revista Placar Edição 1.382, Setembro de 2013;

Nenhum comentário:
Postar um comentário